Leituras para a quarentena

O podcast Arena Perdida retornou das férias com algumas dicas de leituras para esse período de quarentena. A lista completa de recomendações pode ser conferida nesse post. Além disso, confira o programa abaixo com comentários sobre cada uma das obras! Continuar lendo

Lista de resenhas

Durante o ano, eu procurei resenhar brevemente todas as minhas leituras. O objetivo era guardar os meus principais pensamentos sobre cada uma das obras. No podcast, comentei as melhores leituras de 2019. Aqui está a lista completa.

Sem enrolações, segue a lista: Continuar lendo

Comentando Blood-C

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Saya Kisaragi é a sacerdotisa do templo de uma pacata cidadezinha e passa seus dias entre seu ofício e a escola. Mas a cidade e seus amigos se tornam alvo de criaturas monstruosas, os “antigos”, e cabe a ela empunhar a espada para enfrentá-los!

Detalhes da edição:

13 x 18 cm
200 páginas
Capa Cartão
Lombada Quadrada
Papel Pisa Brite
Publicação Bimestral
Preço: R$ 10.90
Distribuição Setorizada

Em 2011 passou no Japão o anime resultante da parceria entre o estúdio Production I.G. e o grupo de mangakás CLAMP. Com um início monótono, o anime feito por figurões e levando consigo o nome da excelente franquia Blood rendeu 12 episódios, um filme (Blood-C: The Last Dark, 2012) e o mangá de quatro volumes sobre a responsabilidade de Ranmaru Kotone.

É a versão shounen mangá que a Panini Comics, no selo Planet Mangá, lançou no Brasil em 2013. Como o anime me proporcionou tédio na melhor das hipóteses, comprei o mangá por não resistir às propensões de colecionadora, gostar do trabalho da Panini (tão bom quanto usual em Blood-C), colecionar a franquia Blood e os produtos com a assinatura CLAMP. E não me arrependi.

Enquanto Blood-C poderia ter utilizado de um maior desenvolvimento de suas tramas e personagens, quatro volumes era o ideal para o enredo principal. No terceiro volume está o plot twist interessantíssimo e inovador que talvez não tivesse o mesmo efeito caso a história fosse maior (pois muda completamente a percepção sobre todas as personagens envolvidas).

A verdadeira personalidade de Saya é tão gostável quanto a sua personalidade falsa, e o vilão – apesar de seus motivos que poderiam ser mais desenvolvidos – é interessante. Embora a combinação entre terapia e um flertar tradicional (ele é rico!) solucionariam seus problemas. As personagens que acompanhamos no último volume são legais e caso haja uma continuação com Saya e esse grupinho, serei uma leitora fiel.

Ranmaru Kotone é o “desconhecido” entre os autores de Blood-C. Embora não seja o primeiro trabalho seu que é uma adaptação (tendo já adaptado light novels e filmes antes), ele costuma fazer mangás de curta duração. A arte dele é competente e facilmente apreciável com o formato que a Panini utiliza para a franquia Blood (um dos melhores que tem a oferecer entre os formatos simples).

Recomendado para os que gostam de uma aventura (não tão vampírica quanto seus antecessores), Blood-C é legal, a reviravolta compensa a confusão inicial que proporciona. É construído no ritmo ideal para a trama, embora a falta de explicação sobre a identidade por trás do gato falante possa ser frustrante para os que desconhecem a obra da qual ele provém. Há easter eggs fáceis de encontrar para os fãs do CLAMP (inclusive no gato).

Nota geral: ♥♥♥

Review: As Peças Infernais – Cassandra Clare

Capas originais.

Capas originais, respectivamente, de Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico, Princesa Mecânica.

A trilogia de fantasia urbana As Peças Infernais (Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico, Princesa Mecânica) é prequel de Os Instrumentos Mortais, se passando 130 anos antes na Inglaterra vitoriana. Conta a história de Tessa Gray, que vai para Londres viver com o irmão mais velho, para então ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, as quais pretendem casá-la com um líder do Submundo – seu contratante Mortmain – e forçá-la a utilizar seus recém-descobertos poderes de se transformar em outras pessoas a serviço de Mortmain e seus autômatos numa guerra contra Os Caçadores de Sombras (guerreiros que protegem o mundo dos demônios e membros do Submundo).

Salva e oferecida abrigo pelos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, Tessa envolve-se num triângulo amoroso com os Parabatai (e melhores amigos) Will e Jem, enquanto tenta descobrir a verdade por trás do seu nascimento e de sua habilidade. Enquanto o triângulo certamente é capaz de dividir os leitores entre os “times” do Will ou do Jem, em nenhum momento Tessa é tratada como um objeto a ser disputado com um vencedor ganhando seu coração, e a amizade entre os garotos é um dos pontos fortes da saga. Continuar lendo