Lista de resenhas

Durante o ano, eu procurei resenhar brevemente todas as minhas leituras. O objetivo era guardar os meus principais pensamentos sobre cada uma das obras. No podcast, comentei as melhores leituras de 2019. Aqui está a lista completa.

Sem enrolações, segue a lista:

1. “Informe do Planeta Azul e Outras Histórias” – Coletânea com o melhor do humor de Luís Fernando Veríssimo. 5/5 “Nada como uma boa citação para dar um toque de classe ao texto. […] Principalmente quando nossos argumentos, como diria Toynbee, ‘não valem meia bola de gude’.”

2. “Romancista como Vocação” – Haruki Murakami. Livro autobiográfico sobre a carreira de Murakami. Não é um manual de escrita, mas tem boas e sinceras dicas para escritores. A relação dele com a crítica japonesa me lembrou do ódio extremo da crítica BR contra Paulo Coelho. 3,5/5

3. “As Fúrias Invisíveis do Coração” – John Boyne. Triste, hilário, belo, desolador e cheio de esperança. Um drama histórico construído a partir de memórias, com boas doses de ironia, que acompanha a vida de um homem, e através dele, a história da Irlanda e dos direitos LGBT+. 5/5

4. “Simbolismo” – Coleção Folha O Mundo da Arte, Nathalia Brodskaïa. “Simbolizar é evocar – não é contar ou narrar. Sugerir é o alvo.”

5. & 6. “Last Notes” vol. 2 e 3 – Kanoko Sakurakouji. Um mangá que funciona perfeitamente para “introduzir” um novo leitor para os mangás shoujos, pois transita entre uma trama sobrenatural no primeiro volume e um romance escolar no segundo e no terceiro. 3/5

7. Os Crimes ABC – Agatha Christie. Um caso do detetive belga Hercule Poirot. 3/5

8. “A Cidade Sitiada” – Clarice Lispector. O fluxo de consciência é o maior forte da autora, representando sentimentos em belas metáforas. Contudo, torna-se cansativo em um romance. Especialmente para quem, como eu, viaja para o mundo da lua ao ler devaneios infindáveis. 3/5

9. “John Constantine, Hellblazer – A empatia é o inimigo” – Denise Mina & Leonardo Manco. Matando a saudade do meu babaca favorito. 4/5 I love him

Hellblazer

10. “Pequi com Quadrinhos” – Cátia Ana & Heluiza Brião, Gustavo Sakatsume, Maurício Figueirôa. Antologia de HQs goianas indicada ao Troféu HQMIX. Gostei particularmente de “Esperança Escarlate”, de Cátia e Helu. Leitura em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional.

11. Pluto vol. 3 – Naoki Urasawa X Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. Me pergunto como fãs conservadores reagiram para esse volume, considerando que deixa a analogia bem clara… 5/5

12. O Diário de Anne Frank [Optei pelo silêncio, considerando como essa autobiografia tão triste me lembrou tanto do nosso momento atual, em que o mundo mais uma vez cede ao ódio e o nazifascismo ressurge…].

13. “O Motivo” (Chaos Walking, 1) – Patrick Ness. Uma boa receita de elementos comuns da ficção científica, mas com uma roupagem original. Como toda receita, o que faz a diferença é o coração: e essa é uma parte essencial, a obra tem muito a dizer com seus temas e analogias. 5/5

14. “A Invenção de Morel” – Adolfo Bioy Casares. Premissa interessante que certamente serviria de inspiração para histórias melhores. De acordo com a sinopse, inspirou Lost. 2,5/5

15. “O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude” – Mackenzi Lee. Não sei se foi a tradução, mas o humor não funcionou comigo nessa comédia romântica, então o que sobrou foi uma aventura sem graça e um romance que, apesar de fazer meu tipo de ship, é excessivo. Boa rep. bi. 3/5

16. Vinland Saga v.19 – Makoto Yukimura. Hild é a melhor. ❤️ Para um crush, Thorkell deu o seu melhor insight: “Homens como nós… não prestam se não lutarem até ficarem fartos.” Como a cobra do Floki teve um neto bonzinho? Aliás, “Baldr” e marcado pra morrer dá na mesma. 1000/5

17. “Azul é a cor mais quente” – Julie Maroh. Romance gráfico sobre uma jovem descobrindo a sexualidade, e, posteriormente, sobre as consequências da homofobia. A parte final se excede na manipulação emocional, mas a arte é linda. 3,5/5

18. “Um mais Um” – Jojo Moyes. O drama familiar é mais interessante do que o romance. 3/5 O filho da protagonista é vítima de homofobia o livro inteiro, mas o final feliz dele é arranjar uma namorada. Será que não ocorreu para a autora que ele poderia ser gay e feliz? -5000/5

19. “Assassinato na Casa do Pastor” – Agatha Christie. O primeiro caso da Miss Marple. “Se quiserem ver pura raiva primitiva, observem um humanitário convicto quando perde a calma.” 3/5

20. Rosa de Versalhes v.01 – Riyoko Ikeda. Finalmente tive oportunidade de conhecer um dos grandes clássicos dos mangás. Um novelão das antigas, centrado em mulheres, com uma trama histórica ágil e uma baita protagonista. Entendo porque é um clássico feminista também. 5/5

21. “Ditadura no Ar. Coração Selvagem” – Raphael Fernandes & Abel. Importante romance gráfico para conscientização social, pois retrata a violência da Ditadura Militar sem amenizações. A arte no estilo noir é linda. 4/5

22. “O Mistério da Estrela – Stardust” – Neil Gaiman. O estilo do Gaiman está encantador nesse conto de fadas levemente sombrio. 4/5

23. Hal v. único – Umi Ayase. Um drama bobinho com a arte bonitinha. 3/5

24. “Eu Perdi o Rumo” – Gayle Forman. Um drama que se passa durante um único dia na vida de três personagens (diversos – em etnia, sexualidade, etc. – e complexos) que perderam o rumo. Bom estudo de personagens, belas amizades, romance meh. A mensagem final é linda. 4/5

25. “Carrie – A Estranha” – Stephen King. O charme da obra de King está nas personagens bem construídas. O terror, também. 4/5

26. “A Duquesa de Pádua” – Oscar Wilde. Com essa peça, termino a leitura do vol. 1 do “Teatro Completo” do O. Wilde. “DUQUESA – Dizem que o pão, o próprio pão que comem, é feito de um horrível resíduo de grãos. DUQUE – E é um alimento muito bom. Eu o sirvo para os meus cavalos.”

27. Slam Dunk v.7 – Takehiko Inoue. A Backstory Trágica™ ser um crush não correspondido já é um padrão per regra de três. Sakuragi pela Haruko… Miyagi pela Aya-chan… e o Mitsui pelo professor Anzai… Muito sofridos. Haha.

28. “Vagabundos no Espaço” v.01 – Raphael Salimena. Arte fofinha, volume funciona como um prólogo, por isso, não me sinto confortável em dar uma nota.

29. “Cama de Gato” – Kurt Vonnegut. “O décimo quarto livro é intitulado: “O que um homem sensato espera da humanidade na Terra, dada a experiência dos últimos milhões de anos?”. […] “Nada”.” 3,5/5

30. “um tom mais escuro de magia” – V. E. Schwab. Uma fantasia com worldbuilding bem feito e enredo interessante. Contudo, faltou substância para as personagens. A insistência no machismo de que a Lila ~não é como as outras garotas bobinhas e fúteis~ foi irritante. 3/5

31 ao 35. Fullmetal Alchemist v.01 ao 05 – Hiromu Arakawa. Eu tinha esquecido do tanto que FMA é cativante.

FMA

36. “Sempre” – Maggie Stiefvater. Eu queria uma leitura atmosférica e sabia que Maggie a entregaria. Esse último volume é melhor do que os anteriores (graças ao arco da Isabel, sempre ótima, e do Cole, que a complementou bem), mas o romance de Grace e Sam é creepy e tedioso. 3/5

37. “O Milagre” – Emma Donoghue. Histórico com atmosfera e ritmo de um romance gótico. Uma enfermeira recebe a missão de vigiar uma garotinha que alega estar de jejum a 4 meses. Aborda fanatismo religioso, sexismo e abuso(s) – e como a maior vítima desse conjunto é a criança. 4/5

38. “Eu a amava” – Anna Gavalda. Um curto drama sobre uma mulher que, após ser abandonada pelo marido, acaba formando uma amizade com o ex sogro. Os diálogos econômicos, mas intimistas, renderiam uma boa adaptação para filme. 3,5/5

39. “Enterre seus Mortos” – Ana Paula Maia. O retrato cru de um Brasil desolador. Dois trabalhadores, removedores de animais mortos na estrada, encontram cadáveres na mata. O que se segue é uma narrativa sucinta, mas profunda e bem escrita, sobre a morte e o abandono. 4,5/5

40. Vinland Saga v.20 – Makoto Yukimura. Knut precisa variar o método de matança. 5/5 Já vi uma análise sobre como VS diferencia entre o mundo dos homens, irracional e violento, e o das mulheres, racional e empático. A palavra do autor do v.20 confirma que essa é a sua visão.

Vinland Saga

41. “1Q84” – Haruki Murakami. O próprio livro faz uma autocrítica, o que já diz muito… Enquanto a linguagem é realmente bela (e com ótimas citações), não é o bastante para compensar por um livro de quase 500 páginas em que nada acontece. 2/5

1Q84

42. “Um de nós está mentindo” – Karen M. McManus. The Breakfast Club encontra assassinato, uma mistura curiosa, tematicamente forte e pra lá de divertida. A complexidade – e a diversidade – das personagens (a nerd, a popular, o bad boy e o atleta) são o charme do livro. 4/5

43. “A Promessa” – Harlan Coben. Um romance policial que explora dois temas: “o que os pais fariam para salvar seus filhos?” e, mais interessante, “moralidade e presunção da inocência”. Bons personagens e ritmo envolvente. Parte de uma série, mas funciona como livro único. 4/5

44. Pluto v.04 – Naoki Urasawa x Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. O ritmo acelerou nesse volume do meio. Na torcida pra se manter envolvente e interessante até o final.

45. “A pessoa amada” v. único – CLAMP. Antologia de microcontos focados em mulheres refletindo sobre seus relacionamentos amorosos. Cada microconto é acompanhado de uma explicação do que o inspirou. A arte dos anos 90 é a minha favorita do CLAMP e está linda nesse mangá.

46. “Fahrenheit 451” – Ray Bradbury. A crítica a tecnologia e aos meios de comunicação dialoga perfeitamente com a Escola de Frankfurt. Também é uma carta de amor ao conhecimento. Mas é na análise da censura e do anti-intelectualismo que continua assustadoramente atual. 5/5

47. Blade -A Lâmina do Imortal v.3 – Hiroaki Samura. A construção da Rin é excelente. Dando continuidade a questão “Quais são os seus limites?”, em um momento de vulnerabilidade, Rin se vê diante da personificação da misoginia, da masculinidade tóxica e da crueldade humana. 5/5

48. “Quinze Dias” – Vitor Martins. Engraçado e fofo, esse é um livro que eu gostaria de ter lido na adolescência. Felipe, com suas inseguranças, ansiedade, sexualidade e, principalmente, peso, teria dialogado perfeitamente comigo. 3,5/5

49. Sandman: Prelúdios & Noturnos v.1 – Neil Gaiman, Mike Dringenberg, Sam Keith e Malcolm Jones III. Um clássico que faz jus a fama. Gosto da arte, de como a narrativa mistura fantasia e terror, navegando entre gêneros e personagens de diferentes mitologias com naturalidade. 5/5

50. Pluto v.05 – Naoki Urasawa x Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. O anterior desenvolveu o enredo, mas prefiro volumes como esse, que exploram as personagens, suas emoções e os temas da história (aliás, uma ótima metáfora para o imperialismo norte-americano no Oriente Médio). 5/5

51. “Não conte a ninguém” – Harlan Coben. “A mídia, uma entidade cuja atenção coletiva parece a de uma criança de 2 anos, imediatamente se concentrou nesse novo brinquedo reluzente, chutando o antigo para debaixo da cama”. As reviravoltas, escondidas à vista, são excelentes. 4/5

52. Rosa de Versalhes v.02 – Riyoko Ikeda. Novelão intensifies.

53. Pluto v.06 – Naoki Urasawa x Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. Esse volume foi muito, muito, muito bom. 5/5

54. “O pintassilgo” – Donna Tartt. Se “A história secreta” tinha personagens desprezíveis, mas fascinantes, e um estilo pretensioso perfeito para a narrativa, esse livro é apenas tedioso, longo demais (poderia ter 300 páginas a menos) e vazio, apesar de jurar ser profundo. 2,5/5

55. “O alienista” – Machado de Assis. “Eis aí dois lindos casos de doença cerebral. Os sintomas de duplicidade e descaramento deste barbeiro são positivos. Quanto à toleima dos que o aclamaram não é preciso outra prova além dos onze mortos e vinte e cinco feridos.”

56. “O Mistério dos Sete Relógios” – Agatha Christie. Um suspense divertido e hilário, com uma heroína simpática, romance, uma sociedade secreta e uma boa dose de crítica social irônica. Minha única reclamação é descobrir que há apenas mais *um* livro da Bundle. Queria mais. 4/5

57. “O Livro das Sombras – volume 1 – La Belle Sauvage” – Philip Pullman. Prequel de HDM que narra como Lyra foi morar na Jordan. O ritmo lento valoriza como é bom estar de volta nesse universo. E a Escola Sem Partido é oficialmente saída de uma distopia. TW: abuso sexual. 3,5/5

58. Pluto v.07 – Naoki Urasawa x Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. Com um volume para o final, já posso afirmar que considero o Sahad a personagem mais interessante do mangá. Espero que o volume final saiba explorá-lo.

59. “O Iluminado” – Stephen King. Em “Sobre a Escrita”, King revelou que essa é uma obra pessoal. O resultado foi um livro focado, na família – com personagens complexos – e no hotel, que nada mais é do que uma metáfora para o alcoolismo de Jack transformando-o num monstro. 5/5

60. “Outros jeitos de usar a boca” – Rupi Kaur. Poemas feministas, que funcionam como uma reflexão sobre os relacionamentos do “eu lírico” com os diferentes homens da sua vida. Parte erótico, parte autoajuda, parte citações pras redes sociais. 2/5

61. A Cidade da Luz v. único – Inio Asano. O resumo promete contos centrados na cidade título, mas na prática o fio que une as narrativas é o “acompanhante de suicídios”, um menino apático que lucra com a tragédia. Ruim é elogio pra edição da Panini, cujas páginas soltaram…2/5

62. “Mrs. Dalloway” – Virginia Woolf. O fluxo de pensamento é o principal estilo literário da Woolf, mas com vários personagens e nenhuma trama, parece mais com uma cacofonia de pensamentos. 2/5

63. “Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald” – J.K. Rowling. Tematicamente confuso e frustrante. A escrita é misógina com todas as personagens femininas e pior, cruel com aquelas que não são brancas. Lindo acabamento gráfico. Sonho com uma edição assim para HP. 2/5

64. “Garota Exemplar” – Gillian Flynn. Melhora após a reviravolta (Spoiler! Amy real é tóxica e psicótica, uma riquinha mimada que se acha brilhante, já a do diário é só misógina e sem sal) e o circo midiático foi bem feito, mas sinto que esse livro é um grande desserviço. 3/5

65. D.Gray-Man v.26 – Katsura Hoshino. O foco no Johnny, elevado a principal laço do Allen, enquanto Lavi e Lenalee foram esquecidos, é um defeito imperdoável. Uma coisa é um figurante ganhar atenção por necessidade do enredo, outra é roubar o lugar dos principais na reta final.

66. “A Torre do Terror” – Jennifer McMahon. 1955/61, Rose suspeita que sua irmã seja um monstro; 1989, as amigas Amy (filha de Rose), Piper e Margot investigam um mistério; 2013, Amy supostamente assassina a família. Quebra-cabeça instigante e centrado em mulheres. Boa rep bi. 4/5

A Torre do Terror

67. Vitamin v. único – Keiko Suenobu. Algumas obras conseguem abordar bullying, estupro e relacionamento abusivo com sensibilidade. Vitamin não é esse caso. Não questiono o realismo, mas a primeira parte beira a torture porn. Isso dito, o mangá termina com uma boa mensagem. 3/5

68. Sandman: Casa de Bonecas v.2 – Neil Gaiman, et. al. A 1ª edição foi perturbadora e muito boa, mas essa foi “dark pra causar” (tirando o ótimo cap. do Hob). Uma sequência de horrores (serial killers, POV do Jed) que em nada contribuíram para a história.

69. “Vulgo Grace” – Margaret Atwood. Assim como a série, o livro é tecnicamente impecável, com uma experimentação estilística da linguagem e do formato. Ao contrário da adaptação, se arrasta no meio, mas explora melhor o Dr. Jordan (em uma possível crítica aos liberais). 4/5

70. Mars v.01 – Fuyumi Soryo. Mars é melancólico, esperançoso, engraçado, romântico, dramático (com um drama humano bem construído) – e uma das mais belas histórias que eu já li. Essa página simboliza como Rei ativamente busca pela morte, enquanto Kira passivamente a espera. 5/5

mars

71. “A Escrava Isaura” – Bernardo Guimarães. O livro abolicionista do romantismo defende seus ideais com a ótima receita melodramática que originou a novela, embora reproduza racismo (Isaura é tããão superior as outras mulheres negras🤦‍♀️) e machismo (seios como cabritos 🙄). 4/5

72. “Invenção e Memória” – Lygia Fagundes Telles. A facilidade com a qual Lygia Fagundes Telles captura a alma humana me espanta e fascina. Nessa antologia, a memória se mistura às invenções, ao fantástico, ao sobrenatural, sem hesitar em explorar assuntos espinhosos. 5/5

73. “Eleanor Oliphant está muito bem” – Gail Honeyman. “Ah, vamos lá, pensei comigo mesma, quase achando graça; o quão desesperadoramente, em quantos níveis, uma pessoa tem que desejar morrer antes que isso finalmente possa acontecer? Por favor?” Hilário e tão, tão triste. 4,5/5

74. “Estórias da Casa Velha da Ponte” – Cora Coralina. Contos. “Houve inegavelmente uma mulher em tudo isso e essa foi a vítima expiatória dos fatos e do tempo.” // “Um ou outro pobre, desapadrinhado, era que, dentro das grades, justificava a existência da cadeia, ali.” 3/5

75. “O Homem do Castelo Alto” – Philip K. Dick. E se o Japão e a Alemanha tivessem ganhando a Segunda Guerra Mundial? Como explica desnecessariamente ao final, esse livro é um comentário sobre a realidade. Tem muito a dizer sobre a Guerra Fria e o imperialismo norte-americano. 4/5

76. “O Príncipe Cruel” – Holly Black. Um retorno arrebatador para o universo dos contos de fadas cruéis da Holly Black. A jornada vilanesca da protagonista foi muito bem feita, assim como as reviravoltas, traições e intrigas políticas (em um mundo em que ninguém é bonzinho). 4,5/5

77. “Água Viva” – Clarice Lispector. “E como decorar uma coisa que não tem história? […] Mas quero ter a liberdade de dizer coisas sem nexo como profunda forma de te atingir.” Essa citação, imagino, resume o objetivo desse livro, uma reflexão sobre o seu processo de escrita.

78. Pluto v.08 – Naoki Urasawa x Osamu Tezuka, Takashi Nagasaki. Não é uma maravilha quando lemos uma história muito bem contada, com muito a dizer e que termina de forma satisfatória, com uma bela mensagem de despedida? Obrigada Urasawa, Nagasaki e, claro, Tezuka. 5/5.

79. “Não fale com estranhos” – Harlan Coben. Coben é um ótimo autor de romances policiais, por isso me espanta ser justamente esse que vai ganhar uma adaptação pela Netflix. Há melhores dele, com mistérios envolventes, personagens carismáticos e desenvolvidos. Esse só é meh. 3/5

80, 81 e 82. A editora Morro Branco disponibilizou em ebooks gratuitos os contos “Aqueles que abandonam Omelas”, de Ursula K. Le Guin, “Sons da Fala”, de Octavia E. Butler, e “Acender uma fogueira”, de Jack London. Vale a pena conferir o Projeto Cápsula.

83. “O Natal de Poirot” – Agatha Christie. A Rainha do Crime faz um mistério arroz com feijão de qualidade. 3/5

84. Behind the scenes!! v.01 – Bisco Hatori. Ouran encontra Honey and Clover nessa comédia centrada em um clube universitário de arte, que produz cenários, figurinos, etc. para filmes amadores. Hatori sabe fazer uma boa história sobre amizade e com ships para todos os gostos.

Todas as reviews foram originalmente publicadas no Twitter.

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