Comentando Blood-C

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Saya Kisaragi é a sacerdotisa do templo de uma pacata cidadezinha e passa seus dias entre seu ofício e a escola. Mas a cidade e seus amigos se tornam alvo de criaturas monstruosas, os “antigos”, e cabe a ela empunhar a espada para enfrentá-los!

Detalhes da edição:

13 x 18 cm
200 páginas
Capa Cartão
Lombada Quadrada
Papel Pisa Brite
Publicação Bimestral
Preço: R$ 10.90
Distribuição Setorizada

Em 2011 passou no Japão o anime resultante da parceria entre o estúdio Production I.G. e o grupo de mangakás CLAMP. Com um início monótono, o anime feito por figurões e levando consigo o nome da excelente franquia Blood rendeu 12 episódios, um filme (Blood-C: The Last Dark, 2012) e o mangá de quatro volumes sobre a responsabilidade de Ranmaru Kotone.

É a versão shounen mangá que a Panini Comics, no selo Planet Mangá, lançou no Brasil em 2013. Como o anime me proporcionou tédio na melhor das hipóteses, comprei o mangá por não resistir às propensões de colecionadora, gostar do trabalho da Panini (tão bom quanto usual em Blood-C), colecionar a franquia Blood e os produtos com a assinatura CLAMP. E não me arrependi.

Enquanto Blood-C poderia ter utilizado de um maior desenvolvimento de suas tramas e personagens, quatro volumes era o ideal para o enredo principal. No terceiro volume está o plot twist interessantíssimo e inovador que talvez não tivesse o mesmo efeito caso a história fosse maior (pois muda completamente a percepção sobre todas as personagens envolvidas).

A verdadeira personalidade de Saya é tão gostável quanto a sua personalidade falsa, e o vilão – apesar de seus motivos que poderiam ser mais desenvolvidos – é interessante. Embora a combinação entre terapia e um flertar tradicional (ele é rico!) solucionariam seus problemas. As personagens que acompanhamos no último volume são legais e caso haja uma continuação com Saya e esse grupinho, serei uma leitora fiel.

Ranmaru Kotone é o “desconhecido” entre os autores de Blood-C. Embora não seja o primeiro trabalho seu que é uma adaptação (tendo já adaptado light novels e filmes antes), ele costuma fazer mangás de curta duração. A arte dele é competente e facilmente apreciável com o formato que a Panini utiliza para a franquia Blood (um dos melhores que tem a oferecer entre os formatos simples).

Recomendado para os que gostam de uma aventura (não tão vampírica quanto seus antecessores), Blood-C é legal, a reviravolta compensa a confusão inicial que proporciona. É construído no ritmo ideal para a trama, embora a falta de explicação sobre a identidade por trás do gato falante possa ser frustrante para os que desconhecem a obra da qual ele provém. Há easter eggs fáceis de encontrar para os fãs do CLAMP (inclusive no gato).

Nota geral: ♥♥♥